Por Que o INSS Corta Benefícios na Revisão

Os cortes costumam se apoiar em três fundamentos: a conclusão de que a incapacidade cessou, em benefícios por incapacidade; a identificação de supostas irregularidades na concessão; ou o não comparecimento do segurado a convocações para perícia ou apresentação de documentos.

O problema é que muitas dessas conclusões nascem de análises superficiais. Perícias de poucos minutos encerram benefícios de pessoas ainda incapazes de trabalhar, convocações não chegam ao conhecimento do segurado por falhas de comunicação, e supostas irregularidades às vezes são apenas divergências de interpretação sobre documentos antigos. Antes de aceitar o corte, é fundamental descobrir o fundamento exato da decisão, que consta no processo administrativo, e é a partir dele que se define a estratégia.

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O Corte Foi Indevido, Como Restabelecer o Benefício

Identificado o motivo, os caminhos variam: recurso administrativo dentro do prazo, novo requerimento ou ação judicial. Na via judicial, é possível pedir o restabelecimento do benefício, inclusive com tutela de urgência quando a situação envolve verba alimentar da qual a família depende, além do pagamento dos valores atrasados desde o corte.

A prova é o coração do caso. Em benefícios por incapacidade, laudos e exames atualizados que demonstrem a permanência da doença; em cortes por suposta irregularidade, os documentos que sustentaram a concessão original. O segurado que enfrenta o INSS sozinho costuma esbarrar em exigências e prazos que não domina, enquanto um caso bem instruído desde o início percorre o caminho com muito mais chance de êxito.

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Cobrança de Valores Recebidos, Quando o INSS Pode Exigir Devolução

Além do corte, muitos segurados recebem cobranças para devolver valores supostamente pagos a maior. Esse é um dos temas mais sensíveis do direito previdenciário: a jurisprudência distingue situações de má-fé de recebimentos de boa-fé, e verbas de natureza alimentar recebidas de boa-fé têm forte proteção contra a devolução.

Não é raro que a cobrança seja indevida ou calculada incorretamente, e aceitar descontos automáticos sem questionamento pode comprometer a renda por anos. Cada caso tem suas particularidades, e a análise técnica do processo administrativo frequentemente revela vícios na revisão, na notificação ou no cálculo. Antes de assinar acordos de devolução ou aceitar descontos, vale submeter a cobrança ao exame de um advogado.

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Se o INSS cortou seu benefício, convocou você para revisão ou está cobrando devolução de valores, não enfrente a situação sozinho. Um advogado pode analisar o processo administrativo e buscar o restabelecimento do pagamento, inclusive com pedido de urgência. Clique no botão abaixo e fale agora com um advogado.

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