Negativas mais comuns e quando são ilegais

As negativas de cobertura pelos planos de saúde ocorrem de diversas formas. Alegação de carência para procedimentos urgentes ou de emergência, que são situações em que a carência não pode ser aplicada segundo as regras regulatórias. Exclusão de cobertura por doenças preexistentes de forma mais ampla do que o permitido pela legislação. Negativa de cobertura de medicamentos prescritos com base em listas desatualizadas ou critérios não previstos no contrato. Limitação de sessões de fisioterapia, psicologia ou fonoaudiologia abaixo do que é necessário clinicamente. E negativa de procedimentos com base em critérios de autorização que contradizem a indicação médica. Cada uma dessas situações tem um tratamento jurídico específico, e nem toda negativa tem os mesmos fundamentos para contestação.

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A urgência como fator determinante

Quando a negativa envolve um procedimento urgente ou uma situação de risco à vida ou à saúde do paciente, existem mecanismos jurídicos para buscar a cobertura de forma acelerada. A tutela de urgência, quando bem fundamentada e apresentada ao juiz com a documentação médica adequada, pode resultar em ordem judicial que obriga o plano a cobrir o procedimento em prazo muito menor do que o de um processo comum. No entanto, a eficácia dessa medida depende da qualidade técnica da documentação médica apresentada e da fundamentação jurídica do pedido, o que torna a orientação especializada essencial.

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ANS e as vias administrativas

A Agência Nacional de Saúde Suplementar, a ANS, tem competência para receber reclamações contra planos de saúde e pode acionar a operadora para resolver situações de negativa indevida. A NIP, Notificação de Intermediação Preliminar, é um instrumento da ANS que frequentemente resulta na resolução do problema sem necessidade de ação judicial, especialmente em casos mais claros de descumprimento das regras regulatórias. No entanto, a via administrativa tem limitações de prazo e nem sempre é suficiente para garantir o atendimento quando há urgência, situação em que a via judicial se torna necessária.

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O que fazer agora

Se o seu plano de saúde negou cobertura para um procedimento, exame ou medicamento, a análise do contrato, do motivo da negativa e da situação clínica é o ponto de partida para definir a melhor estratégia. Cada caso tem suas particularidades, e a urgência médica envolvida determina com que velocidade e por qual caminho agir. Use o botão de WhatsApp abaixo para conversar com o Dr. Michel Rocha sobre a sua situação.

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